Dizem que o maior cego é aquele que não quer ver.
Na vida emocional, isso aparece de formas muito sutis.
Às vezes, não é falta de capacidade de perceber… é uma tentativa de evitar o desconforto que vem junto com enxergar.
Reconhecer certos padrões pode doer.
Perceber que repetimos as mesmas escolhas, que nos colocamos em situações que nos machucam ou que mantemos dinâmicas que não nos fazem bem, exige um nível de honestidade difícil de sustentar.
Por isso, muitas vezes criamos ‘pontos cegos’.
Não porque não exista algo ali… mas porque, de alguma forma, ainda não estamos prontos para olhar.
E evitar também é uma forma de proteção.
Evita o confronto, evita a frustração, evita a responsabilidade de mudar.
Mas aquilo que não é visto… tende a se repetir.
Enxergar não significa se culpar.
Significa ampliar a consciência sobre si mesmo, para que novas escolhas se tornem possíveis.
Porque, em algum momento, continuar não vendo pode custar mais do que começar a olhar.”